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O Concelho da Póvoa
de Varzim é constituído por 12 freguesias: Aver-o-Mar, Aguçadoura,
Amorim, Argivai, Balasar, Beiriz, Estela, Laúndos, Navais, Póvoa
de Varzim, Rates e Terroso; ocupa uma área de 8224 hectares e conta
com cerca de 60000 habitantes. Definido no século XIX, está
delineado de forma sinuosa e insinuante... como se do mar uns ombros largos
projectassem dois braços terra adentro. Esse extenso abraço
vai- se estreitando para o interior, até à união das
mãos. È uma configuração que lhe traça
o próprio fado, confirmando- lhe a inevitável vocação
marítima.
O perfil da cidade da Póvoa
de Varzim distingue-se sem dificuldade. Quem não a visita há
mais de décadas a custo lhe reconhecerá os traços:
a Póvoa do tradicional baixo casario mantém-se, mas a zona
da beira mar quis ver mais longe e deixou-se seduzir pela construção
em altura. Este rápido crescimento urbano não desfigurou
o poveiro, altivo e orgulhoso dos pergaminhos milenares da sua terra que,
alicerçando-se na pesca, soube crescer e diversificar as actividades
económicas. No século XVIII descobriu uma nova forma de
rendimento: o turismo, que a par com a pesca e os serviços, com
destaque para o comércio, são o sustentáculo económico
da cidade de hoje. Eis, em termos globais, apresentado o concelho da Póvoa de Varzim, cuja definição administrativa, tal como a conhecemos hoje em dia, data de 1855. A sua história institucional foi atribulada. No princípio do século XVIII, as guerrilhas judiciais com Barcelos, cujo termo entrava Póvoa adentro, foram um grande sorvedouro de recursos autárquicos. A questão arrastou-se desde 1706 até 1717, ano em que foi finalmente resolvida a contento dos poveiros. Mais tarde, aquando da reforma administrativa de 1836, a Póvoa passou de uma só freguesia para 14. |
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